apologia ao ócio

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Férias é um estado de espírito e não é por estas se terem acabado que o vamos perder. Cultivar o ócio ajuda a aligeirar os dias e até a compreendê-los melhor. Parados damos tempo à calma, a melhores pensamentos, a melhores ponderações, o trabalho que se segue até se desenrola melhor porque parados conseguimos libertar desconfortos presos à rotina diária do ter que fazer.
A sabedoria habita um corpo parado e deve ter sido por isso que António Alçada Baptista muitas vezes repetiu “devo o que sou ao ócio”.
Ler a Apologia ao Ócio de Robert Louis Stevenson pode ser uma ajuda para melhor compreender quem nos dias de hoje se atreve a tal estado do corpo e da alma porque em 1877, data desta apologia, há 140 aproximadamente, já a sociedade vinha na senda dos famigerados workaholics.

Entre um pensamento e outro vai-se trabalhando, voltando a velhos trabalhos, ensaiando outros novos e congelando alguma beleza em fotografias.

E posto isto, diz que na Suécia, esse país de malandros, a jornada de trabalho foi diminuída para 6 horas tendo-se chegado à evidente evidência que a produtividade aumentou…..

Um bom fim de semana para todos!

tutorial do pequeno luxo

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Em seis voltas se faz a roseta utilizada no pequeno luxo do post anterior. De forma simples e para quem já sabe fazer crochet, o tutorial:

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1ª volta 6 de cordão

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2ª volta 8 pontos baixos

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3ª volta  2 pontos baixos em cada ponto baixo da volta anterior

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4ª volta um ponto alto em cada ponto baixo da volta anterior separados por um de cordão

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5ª volta um grupo 3 pontos altos fechados na mesma laçada feitos no cordão da volta anterior, separados por 3 de cordão

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6ª volta 1 ponto baixo no espaço de crodão da volta anterior
5 de cordão
1 ponto baixo no espaço seguinte
5 pontos altos-5 de cordão-5 pontos altos no espaço seguinte

repete a sequência 4 vezes até completar os 16 espaços da volta completa e formar, assim, os 4 cantos do quadrado

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as rosetas de crochet unem-se nos 5 pontos de cordão, cantos mais dois em cada lado. Esta união a outro quadrado é feita conforme se vai fazendo a última volta: faz-se 2 de cordão, o 3º apanha o quadrado a unir e  volta-se a fazer mais 2 de cordão para voltar ao quadrado que se está a trabalhar.

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Como disse, este tutorial é para quem já sabe crochet e não precisa de explicações extras para o tipos de pontos e forma como se faz o crochet circular mas estou disponível, com muito gosto,  para essas explicações através do email ou chat do facebook.

Bom trabalho!

pequeno luxo

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Finalmente cedi à tentação de conhecer a lã Beiroa da Rosa Pomar. Uma tentação porque não é barata. Uma tentação porque o resultado final será um pequeno luxo. Mas é aqui que a ideia me agarrou, ter uma bela peça feita por mim com o que de melhor se faz em Portugal, uma peça que há-de continuar nas mãos da próxima geração como se um pequeno tesouro se tratasse, assim espero.
Não quero ter uma meia dúzia de colchas para trocar todas as semanas, basta me uma que dure muito tempo que seja de boa qualidade e bonita, aliás como em tudo o resto, pouco mas bom e que dure, muito! Uma que acumule todas as histórias da casa e que se nos entre pela memória adentro criando afectos, laços. A mesma intenção aplicada à manta do Vasco e da Clara, a mesma intenção que aplicarei na do Tomás.
Fiz uns quatro ou cinco quadrados até chegar a este que aqui vos mostro. Não queria os tradicionais granny squares cheio de cores que proliferam por essa net fora. Apesar de me ter apaixonado pela manta da Rosa, queria um que fosse mais lacy, rendado, mais a haver com o que faço. Este é simples, muito visto mas eu gosto muito dele e para o efeito é perfeito, nem muito rendado nem muito fechado (o que é bom porque não gasta muita linha).
Quanto à cor, comecei por comprar 3 meadas todas dentro da mesma tonalidade para experimentar a linha e as conjugações mas fui fiel ao meu gosto e acabei por escolher uma só cor, claro. Uma cor que ninguém sabe muito bem o nome, é dessas cores que eu gosto.
Amanhã chegam mais 6 meadas. E não vai a missa em metade!

Durante este dias volto aqui para publicar um tutorial desta roseta.

o que vem da terra

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Lindos. Deliciosos. Vindos da terra. Vindos da dedicação de quem sabe que ver crescer é uma benção. Ou não sabe. Mas fala como se cada legume vindo no cabaz fosse uma peça delicada a ser tratada com carinho.
Todas as semanas batem-nos à porta os legumes que comemos, vindos directamente do agricultor. Há de tudo, de tudo o que a época permite e a extensão do terreno acolhe. Cada legume diferente do costume é entusiasticamente anunciado, os novos são sempre bem vindos como sangue novo que anima a lida.
No cabaz há o tradicional, couve coração, alface, courgette, tomates, pepinos, pimentos e até beringelas. As cenouras, cebolas e batatas, claro! Mas menos regular, e por isso com atenção especial, os agriões, chicória, rúcula, rábano, rabanetes ou pimentos padrão. Na altura, abóbora, penca e “couve para o caldo verde”. E brócolos!! Ah, o que eu gosto de brócolos!
Falta cogumelos… vou-lhe falar de cogumelos, estará interessada?
E porque as coisas boas são para anunciar, na rua onde moro todos os vizinhos (não são muitos eu sei) aderiram ao cabaz e agora todas as segundas à noite há a certeza de uma semana cheia de comida saudável, fresca e linda.
Todos compramos directamente ao produtor.
Todos fazemos uma pequena revolução.

doce micá

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A Micá é que sabe.
Aquele cantinho é o paraíso, o lugar perfeito para, em sossego de focinho pousado descansado, ver o rebuliço de três crianças que sem o saber têm a sorte dos dias felizes. Eu que sou grande já sei a sorte que tenho e também é meu este cantinho que vou transformando em paraíso feito jardim de sonhos e risos, danças e música, beijos e abraços.

É deixá-los crescer devagar como o olhar da Micá.
Meigos como a doce Micá.