Archive / from the heart

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um mais um que são cinco

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Não ando perdida no ócio do último post embora viver a vida lentamente possa parecer preguiça nos dias de hoje. Ando a ver os meus filhos crescer e a ser mãe com eles. A juntar palhas para o ninho ser sempre conforto e segurança, o lugar onde tudo começa, de onde tudo parte.
São tempos diferentes estes, por aqui também. A casa cresceu para dar espaço ao um mais um que são cinco. Está preparada para construir memórias de afectos, os únicos tesouros que se guarda e carrega até ao fim. Um pequeno mundo que esperamos ser capaz de fortalecer e edificar carácteres capazes de entrar em outros pequenos mundos e espalhar a alegria, a felicidade de uma vida simples e serena mas que suporta a força necessária para querer mudar o mundo.
Na serenidade dos dias calmos e simples há mais lugar para a capacidade infantil e magnânima de tudo nos encantar e sorrir. E maravilhoso é encontrar amigos que percebem que  tudo o que nos importa que nos mova é a felicidade de uma tropa chamada carrossel que sobe e desce escadas, salta de sofá em sofá, gritam, cantam, choram mas quase sempre sorriem porque estão seguros nesta modernidade antiga chamada família numerosa. Obrigada a esses que mandam mensagens muito cedo porque não conseguem dormir de coração tão cheio que estão. E não importa com que tipo de amor nem como o vamos encher mas de coração cheio a vida vai quase sempre dando certo. Que não pare de me olhar para pensar e crescer. Que não pare de te olhar para partilhar e construir. É isso aí.

Nas fotografias: Enciclopédia dos Pais Modernos de 1969. Caixa de pequenos novelos com a capacidade de me fascinar sempre que a abro. Sou feita de pequenas maravilhas como este gif que a minha cunhada me mandou por aqui e eu obedeci.

via GIPHY

 

apologia ao ócio

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Férias é um estado de espírito e não é por estas se terem acabado que o vamos perder. Cultivar o ócio ajuda a aligeirar os dias e até a compreendê-los melhor. Parados damos tempo à calma, a melhores pensamentos, a melhores ponderações, o trabalho que se segue até se desenrola melhor porque parados conseguimos libertar desconfortos presos à rotina diária do ter que fazer.
A sabedoria habita um corpo parado e deve ter sido por isso que António Alçada Baptista muitas vezes repetiu “devo o que sou ao ócio”.
Ler a Apologia ao Ócio de Robert Louis Stevenson pode ser uma ajuda para melhor compreender quem nos dias de hoje se atreve a tal estado do corpo e da alma porque em 1877, data desta apologia, há 140 aproximadamente, já a sociedade vinha na senda dos famigerados workaholics.

Entre um pensamento e outro vai-se trabalhando, voltando a velhos trabalhos, ensaiando outros novos e congelando alguma beleza em fotografias.

E posto isto, diz que na Suécia, esse país de malandros, a jornada de trabalho foi diminuída para 6 horas tendo-se chegado à evidente evidência que a produtividade aumentou…..

Um bom fim de semana para todos!

pequeno luxo

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Finalmente cedi à tentação de conhecer a lã Beiroa da Rosa Pomar. Uma tentação porque não é barata. Uma tentação porque o resultado final será um pequeno luxo. Mas é aqui que a ideia me agarrou, ter uma bela peça feita por mim com o que de melhor se faz em Portugal, uma peça que há-de continuar nas mãos da próxima geração como se um pequeno tesouro se tratasse, assim espero.
Não quero ter uma meia dúzia de colchas para trocar todas as semanas, basta me uma que dure muito tempo que seja de boa qualidade e bonita, aliás como em tudo o resto, pouco mas bom e que dure, muito! Uma que acumule todas as histórias da casa e que se nos entre pela memória adentro criando afectos, laços. A mesma intenção aplicada à manta do Vasco e da Clara, a mesma intenção que aplicarei na do Tomás.
Fiz uns quatro ou cinco quadrados até chegar a este que aqui vos mostro. Não queria os tradicionais granny squares cheio de cores que proliferam por essa net fora. Apesar de me ter apaixonado pela manta da Rosa, queria um que fosse mais lacy, rendado, mais a haver com o que faço. Este é simples, muito visto mas eu gosto muito dele e para o efeito é perfeito, nem muito rendado nem muito fechado (o que é bom porque não gasta muita linha).
Quanto à cor, comecei por comprar 3 meadas todas dentro da mesma tonalidade para experimentar a linha e as conjugações mas fui fiel ao meu gosto e acabei por escolher uma só cor, claro. Uma cor que ninguém sabe muito bem o nome, é dessas cores que eu gosto.
Amanhã chegam mais 6 meadas. E não vai a missa em metade!

Durante este dias volto aqui para publicar um tutorial desta roseta.