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felicidade na urban jungle




A felicidade não é fácil de conseguir, é muito difícil encontrá-la em nós, e é impossível encontrá-la fora de nós.
Chamfort

Andamos todos à procura do mesmo ou a viver com o mesmo objectivo, ser feliz.
E não é essa a melhor meta para a qual correr?
Também sabemos que a felicidade não está nessa meta mas no percurso que fazemos, em toda a caminhada que colhe pequenos feitos, conquistas, afectos e vivências.
Mas, então, porque continuam os dias a escorrer das mãos, perdendo essa matéria fina e escorregadia de que é feita a felicidade, a constatação do simples? Está a felicidade apenas na gratidão de cada dia? Estou certa que sim, também. Também? Sim, também porque, o lado prático da felicidade é que ela deve ser um acto consciente. Se sabemos o que nos faz feliz, ou se já sabemos o que nos faz feliz, não deveremos recorrer mais amiúde a essas ferramentas de felicidade?

Fica aqui o tema para desenvolvimento próprio, suas constatações e auto-análises.

Plantas. Plantas da minha felicidade.
Se estou em modo lunar, elas são um bom saco de porrada. Regar, cuidar, tocar, olhar. Demorar em cuidados e fotografias e o dia já está ganho. Se estou mais solar que o próprio sol são também elas a boa desculpa para ser displicente com tudo o resto.  Alegro-me, por isso, saber que viraram moda e perco-me vendo tantas fotografias de casas apinhadas de plantas que se enquadram na maravilhosa hashtag #urbanjungle. É como se encontrasse uma linguagem comum nos quatro cantos do mundo, afinal nada de que já não estivesse intrínseco em cada um de nós, o apelo telúrico da mãe natureza. À multiplicação feita em frascos com os pequenos rebentos juntam-se sempre novas plantas que teimam em chamar por mim como que asfixiadas nas lojas, a implorar amor, obrigando-me lentamente a ser uma plant hoarder digna de muitos repins no pinterest. Não digo que vá chegar a maravilhosos exageros vistos no instagram mas não prometo não pendurar uma enorme monstera no tecto do meu quarto. É que neste ítem de felicidade não sou só eu a por um visto, o marido também.

E se à selva nos liga um cordão umbilical, criar uma em nossa casa é efectivamente um passo para a pacificação do espírito que quer sempre a serenidade de um colo de mãe. A mãe natureza.

desceu mas melhorou

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O atelier desceu do sótão e por quatro meses deixou de existir.
Tudo em lume brando se foi fazendo e agora está pronto. Ganhou uma divisão própria. Roubou a estante aos livros, o aparador à sala, umas coisas daqui outras dali e está com o aconchego próprio dos lugares feitos com carinho, com bocados de vivenças e pertenças. É um lugar para trabalhar, para inspirar, para reunir e conversar, que eu gosto de conversar!, para guardar e refugiar. É um lugar cantinho. Um cantinho, que bom!
E começa aqui o balanço de um ano que acabando inicia os projectos de um próximo que já promete.
De tempos a tempos estas portas abrir-se-ão aos que comigo gostam de linhas, agulhas, chá, conversa e umas quantas coisas mais.
Sejam bem-vindos!

um mais um que são cinco

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Não ando perdida no ócio do último post embora viver a vida lentamente possa parecer preguiça nos dias de hoje. Ando a ver os meus filhos crescer e a ser mãe com eles. A juntar palhas para o ninho ser sempre conforto e segurança, o lugar onde tudo começa, de onde tudo parte.
São tempos diferentes estes, por aqui também. A casa cresceu para dar espaço ao um mais um que são cinco. Está preparada para construir memórias de afectos, os únicos tesouros que se guarda e carrega até ao fim. Um pequeno mundo que esperamos ser capaz de fortalecer e edificar carácteres capazes de entrar em outros pequenos mundos e espalhar a alegria, a felicidade de uma vida simples e serena mas que suporta a força necessária para querer mudar o mundo.
Na serenidade dos dias calmos e simples há mais lugar para a capacidade infantil e magnânima de tudo nos encantar e sorrir. E maravilhoso é encontrar amigos que percebem que  tudo o que nos importa que nos mova é a felicidade de uma tropa chamada carrossel que sobe e desce escadas, salta de sofá em sofá, gritam, cantam, choram mas quase sempre sorriem porque estão seguros nesta modernidade antiga chamada família numerosa. Obrigada a esses que mandam mensagens muito cedo porque não conseguem dormir de coração tão cheio que estão. E não importa com que tipo de amor nem como o vamos encher mas de coração cheio a vida vai quase sempre dando certo. Que não pare de me olhar para pensar e crescer. Que não pare de te olhar para partilhar e construir. É isso aí.

Nas fotografias: Enciclopédia dos Pais Modernos de 1969. Caixa de pequenos novelos com a capacidade de me fascinar sempre que a abro. Sou feita de pequenas maravilhas como este gif que a minha cunhada me mandou por aqui e eu obedeci.

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