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mas não parada | parte III – mas também parada

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E que bem que sabe parar! Não contar os dias nem as horas, só olhar o céu e disfrutar o escoar das horas mais serenas do ano, as das férias. Ficar parada, pousada sobre areias que conheço desde sempre e reconfortar-me com o aconchego da minha terra. Ou então procurar outro sol com outro ocaso, descobrir que a paz tem vários sabores. Olhar para o lado e descobrir coisas simples ou banais mas tão fantásticas para mim. Confirmar a alegria de sermos quatro e ver que a descoberta da relva, das flores, das formigas, das abelhas… é o mais importante na formação de um ser. E sim, é verdade, a felicidade é simples, é saber parar e saber escutar a vida e o que ela tem para mim. E ser grata porque tenho muito, muito!!

 

phaleanopsis

A primavera tem tudo de melhor e cada ano sou presenteada com o melhor do melhor: as minhas orquídeas phaleanopsis a florescer. São lindas estas flores!

De inverno não precisam de grandes atenções, eu quase me esqueço delas e até é bom que o faça caso contrário talvez não as aguentasse naquele estado triste e sem graça de existência em folhas. Mal se sente a aproximação do ar fresco de vida nova da primavera (que este ano tardou…) há que começar a olhar para elas. Mudar o substrato porque sendo em pouca quantidade perde facilmente as qualidades nutritivas, regar e mantê-lo sempre húmido, adubar e esperar o milagre da florescência, o brotar do belo. Não há que ter medo de regar as orquídeas, vejo muitas com as folhas caídas a desesperar por água.

Se no fim da florescência não se cortar o caule da flor este poderá ramificar e dará um belo boquet de flores, não fica uma planta tão estilizada como as que vemos nas lojas mas ganhamos com a multiplicação do número de flores.

Este ano tenho uma orquídea pequenina que me disseram que não vingava, “as pequenas morrem sempre, nunca dão nada”, “em minha casa dá tudo!”; assim foi, está linda, cheia de mini orquídeas roxas.

Este ano vou comprar uma amarela, não tenho nenhuma.

 

11h00….18h00


Os dias estão frios mas à beira-mar são os mais bonitos! O céu está limpo e a água como raramente encontramos no verão, cristalina, a chamar por nós! O mar sereno, mar-chão como dizem aqui na Póvoa, e a praia lisa, sinal de que a um domingo de manhã apetece outro passeios ou a cama quente. Mas nós fomos lá e que maravilha de passeio matinal!! Não resisti e fui molhar os pés e como estava à espera custou muito menos do que no verão que gela os ossos…  nesta altura do ano a água por vezes está mais quente que o ambiente. O pequenino veio logo atrás, todo entusiasmado por ver que a mãe não tem juízo!! Foi tão purificante, elevou-nos tanto o espírito que à tarde voltámos para ver o céu laranja, um pôr-do-sol lindo, prenúncio de mais um dia assim: frio e limpo.