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pequeno luxo

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Finalmente cedi à tentação de conhecer a lã Beiroa da Rosa Pomar. Uma tentação porque não é barata. Uma tentação porque o resultado final será um pequeno luxo. Mas é aqui que a ideia me agarrou, ter uma bela peça feita por mim com o que de melhor se faz em Portugal, uma peça que há-de continuar nas mãos da próxima geração como se um pequeno tesouro se tratasse, assim espero.
Não quero ter uma meia dúzia de colchas para trocar todas as semanas, basta me uma que dure muito tempo que seja de boa qualidade e bonita, aliás como em tudo o resto, pouco mas bom e que dure, muito! Uma que acumule todas as histórias da casa e que se nos entre pela memória adentro criando afectos, laços. A mesma intenção aplicada à manta do Vasco e da Clara, a mesma intenção que aplicarei na do Tomás.
Fiz uns quatro ou cinco quadrados até chegar a este que aqui vos mostro. Não queria os tradicionais granny squares cheio de cores que proliferam por essa net fora. Apesar de me ter apaixonado pela manta da Rosa, queria um que fosse mais lacy, rendado, mais a haver com o que faço. Este é simples, muito visto mas eu gosto muito dele e para o efeito é perfeito, nem muito rendado nem muito fechado (o que é bom porque não gasta muita linha).
Quanto à cor, comecei por comprar 3 meadas todas dentro da mesma tonalidade para experimentar a linha e as conjugações mas fui fiel ao meu gosto e acabei por escolher uma só cor, claro. Uma cor que ninguém sabe muito bem o nome, é dessas cores que eu gosto.
Amanhã chegam mais 6 meadas. E não vai a missa em metade!

Durante este dias volto aqui para publicar um tutorial desta roseta.

o que vem da terra

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Lindos. Deliciosos. Vindos da terra. Vindos da dedicação de quem sabe que ver crescer é uma benção. Ou não sabe. Mas fala como se cada legume vindo no cabaz fosse uma peça delicada a ser tratada com carinho.
Todas as semanas batem-nos à porta os legumes que comemos, vindos directamente do agricultor. Há de tudo, de tudo o que a época permite e a extensão do terreno acolhe. Cada legume diferente do costume é entusiasticamente anunciado, os novos são sempre bem vindos como sangue novo que anima a lida.
No cabaz há o tradicional, couve coração, alface, courgette, tomates, pepinos, pimentos e até beringelas. As cenouras, cebolas e batatas, claro! Mas menos regular, e por isso com atenção especial, os agriões, chicória, rúcula, rábano, rabanetes ou pimentos padrão. Na altura, abóbora, penca e “couve para o caldo verde”. E brócolos!! Ah, o que eu gosto de brócolos!
Falta cogumelos… vou-lhe falar de cogumelos, estará interessada?
E porque as coisas boas são para anunciar, na rua onde moro todos os vizinhos (não são muitos eu sei) aderiram ao cabaz e agora todas as segundas à noite há a certeza de uma semana cheia de comida saudável, fresca e linda.
Todos compramos directamente ao produtor.
Todos fazemos uma pequena revolução.

doce micá

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A Micá é que sabe.
Aquele cantinho é o paraíso, o lugar perfeito para, em sossego de focinho pousado descansado, ver o rebuliço de três crianças que sem o saber têm a sorte dos dias felizes. Eu que sou grande já sei a sorte que tenho e também é meu este cantinho que vou transformando em paraíso feito jardim de sonhos e risos, danças e música, beijos e abraços.

É deixá-los crescer devagar como o olhar da Micá.
Meigos como a doce Micá.