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apologia ao ócio

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Férias é um estado de espírito e não é por estas se terem acabado que o vamos perder. Cultivar o ócio ajuda a aligeirar os dias e até a compreendê-los melhor. Parados damos tempo à calma, a melhores pensamentos, a melhores ponderações, o trabalho que se segue até se desenrola melhor porque parados conseguimos libertar desconfortos presos à rotina diária do ter que fazer.
A sabedoria habita um corpo parado e deve ter sido por isso que António Alçada Baptista muitas vezes repetiu “devo o que sou ao ócio”.
Ler a Apologia ao Ócio de Robert Louis Stevenson pode ser uma ajuda para melhor compreender quem nos dias de hoje se atreve a tal estado do corpo e da alma porque em 1877, data desta apologia, há 140 aproximadamente, já a sociedade vinha na senda dos famigerados workaholics.

Entre um pensamento e outro vai-se trabalhando, voltando a velhos trabalhos, ensaiando outros novos e congelando alguma beleza em fotografias.

E posto isto, diz que na Suécia, esse país de malandros, a jornada de trabalho foi diminuída para 6 horas tendo-se chegado à evidente evidência que a produtividade aumentou…..

Um bom fim de semana para todos!

o interesse

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Com a maternidade veio o pouco tempo e a pouca vontade de ler livros, livros que os lia amiúde. E já lá vão oito anos que fui mãe pela primeira vez. Desde então acho que se conta com os dedos de uma só mão os livros que li. Mas não foram só os filhos os culpados, quase pela mesma altura resolvi pegar nas agulhas de crochet e daí chegar até aqui, ao que conhecem.
Mas estes são tempos virados para o pensamento, ando assim numa fase em que me apetece voltar aos livros, vejo os à minha espera e apetecem me as maravilhas da literatura. E são os romances antigos, aqueles com uma linguagem irrepreensível os que me apetece. Aqueles que nos obrigam a idas constantes ao dicionário e de lá não sair com tantas palavras desusadas e desconhecidas. Que maneiras tão ricas e completas e descritivas de se falar! Que modos de vida tão distantes e estranhos! Os livros são bons para sair da mesmice do dia a dia, e tanto se aprende. Tanto nos enriquece. É como diz às páginas tantas um dos personagens ” o interesse é um grande mestre”. Seja, então, o meu maior mestre o interesse.

amigo carteiro

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Hoje o meu melhor amigo foi o carteiro!! Trouxe dois lindos livros cheios de pontos de crochet para eu me perder em deleites demorados. Vieram de longe, demoraram a cá chegar e por isso até já me tinha esquecido que mais dia menos dia teria um lindo presente à minha espera. A ansiedade em ver estas páginas uma por uma é tanta que nem consigo tirar fotos de jeito. Estas ficaram mais ou menos, as do interior nem focar consegui!

Entretanto, no fim de semana, comecei uma nova carteirinha, desta vez em preto. E dei me conta que nunca tinha trabalho com linha preta… O ponto escolhido veio de um outro livro que já tinha. Mas os que chegaram… sim, esses sim, têm pontos lindos.