Archive / Junho, 2008

"Mal Educados"

“Os pais estão sempre a transmitir valores, o problema é esse! Mesmo quando mostram aos filhos que eles não são prioritários nas suas vidas, pois não fazem prescindir do seu trabalho nem dos seus horários, os pais estão a educar, embora de forma negativa. Penso que o drama dos pais é estarem sempre presentes na vida dos filhos, mesmo quando estão ausentes.”, Cecília Galvão

Este é um pequeno trecho de uma entrevista que acabo de ler. Uma entrevista a três: a Paulo Oom, pediatra; Cecília Galvão, psicóloga e Patrícia Bandeira, educadora. Saiu na revista Pública de 06 de Janeiro deste ano (é sempre bom guardar estas revista, há um artigo ou outro que nos suscitam curiosidade tardia). “Mal Educados” é o título que a jornalista deu a esta entrevista, nela se abordou muitos dos problemas e dilemas que os pais hoje enfrentam, principalmente porque se sentem inseguros no seu papel de educadores e por isso mesmo não sabem usar a autoridade essencial a que têm direito.
Educa-se por palavras e não por exemplos, segue-se modelos de materialismo e não de valores. Procura-se pacotes de soluções educativas quando nem os pais sabem como querem educar os seus filhos e não prevêm que tipo de adultos estão a formar. Não se pensa a longo prazo e o curto prazo preenchido com playstations que dêm descanso aos pais é a solução escolhida. No final os três profissionais apontam três tópicos sobre os quais é necessário reflectir, discutir e trabalhar: exercer autoridade; encontrar alegria no desempenho da maternidade/ paternidade e confiança e verdade, confiança nos valores pessoais e “verdade nos sentimentos, verdade na partilha, verdade nos valores”.

Palavras sábias

“É fácil o entusiasmo inicial, mas a este tem de seguir-se a constancia, inclusivamente nos caminhos monótonos do deserto que é preciso atravessar na vida, a paciência de avançar igualmente quando o romantismo da primeira hora diminui e resta apenas o “sim” puro e profundo da fé.”

Bento XVI, in Jesus de Nazaré

Todos nos reconhecemos nestas palavras, não por sermos uma força capaz de continuar um caminho escolhido mas por tantas vezes esmorecermos ao ver que esse tal entusiasmo diminui, ao ver que a novidade se torna menos eufórica, ao ver que temos ainda muito caminho pela frente.
Estas palavras são de um homem de fé, um homem da igreja cristã mas são também palavras para qualquer um, crente ou não crente, sobre as quais poderá meditar e compreender que qualquer projecto de vida terá de ser edificado sobre a preserverança e a esperança.

Evoluí, ó homens!!

24.06.2008, Margarida Paes, Jornal público

“Sampaio, Barroso, Zapatero, Sarkozy e Fillon declarados culpados por actos de crueldade contra os animais
Um julgamento simbólico contra as corridas de touros em Portugal, Espanha e França decorreu ontem no Tribunal Internacional de Justiça para os Direitos dos Animais, em Genebra. O veredicto incluiu exigências para os legisladores desses países. Foi ainda exigido ao Parlamento Europeu que promova, com urgência, um referendo para permitir que a “esmagadora maioria anticorridas se exprima”, segundo o documento fornecido ao PÚBLICO pela organização de defesa dos direitos dos animais, a Associação ANIMAL.”



Evoluímos até sermos Homo Sapiens Sapiens e não nos ficamos por aqui, a nossa evolução continuará e se este planeta resistir seremos “um outro ser” daqui a uns milhões de anos. Julgo que essa evolução dar-se-á essencialmente a nível cerebral e seremos ainda mais uma super-potência intelectual.
Isto sou eu , ignorante, a especular!…
Digo isto porque é notável que ao longo dos tempos temos evoluído intelctualmente (não é um traço contínuo, não) e caminhamos para uma sociedade unida pela força da inteligência e capaz de respeitar o próximo e a natureza.
É assim?
Seria bom!…
Não caminhamos todos ao mesmo passo, não podemos todos ver com a mesma clarividência…
Nem sequer vou mencionar o estado do mundo, os atentados aos direitos do homem, da criança. As agressões aos animais, a destruição da natureza.As guerrras.
Vou só dizer isto aos meus concidadãos:
É preciso um julgamento simbólico que condene as corridas de touros, essa entusiasmante forma de entertenimento?
Na Europa?
Condenar simbólicamnete os responsáveis maiores por este povo para os responsabilizar de usar a tradição como desculpa?
De que sois feitos homens bárbaros que vos divertis com o sofrimento desses pobres animais?
Porque continuais com esses instintos básicos?
Evoluí, ó homens!!