Archive / Maio, 2013

fio atadeiro

Fio atadeiro. Um fio com cheiro a fiação. Um fio com pó que fica nas mãos, no nariz. Um fio feito de outros fios, de sobras, de restos. Um fio que faz lembrar os “desperdícios” dos mecânicos. Um fio a quem também lhe chamam de pasteleiro. Mas um fio lindo.  Forte. Colorido. Um fio que se transforma em inesperados resultados finais.  Aqui faz se capas para computadores, telemóveis e outras coisas a mostrar. Na Mi Mitrika, lindas pegas e cestos de levar à mesa. Tudo com um fio que desafia a nossa sorte, porque se há bobines que se trabalham lindamente outras há que o fio põe à prova a nossa persistência enrolando se a ele próprio e à nossa paciência.

 

queria saber japonês

No último post tinha falado da capacidade que os trabalhos feitos em linha fina tinham de estar mais próximos do coração, de tirar de nós mais empenho, concentração, dedicação, de ser um trabalho feito com alma. Depois disso não poderia deixar de partilhar um genial trabalho que encontrei, japonês, e só por isso (se calhar) de uma minúcia impressionante e estonteante. Este feito com linha finíssima.

JungJung, é o nome que consigo perceber, e é nestas alturas que apetecia saber japonês para poder perceber e conhecer melhor o trabalho, os autores, as motivações. Afinal, já lá tem uma biografia escrita em inglês, da última vez que o visitei não tinha. Ainda bem!!

Os japoneses habituam nos à simplicidade das imagens, deixam nos afinal o essencial. De lá, do Japão, vêm trabalhos fabulosos, com muito gosto, muita arte mas acima de tudo com esta simplicidade que faz evidenciar a arte e dedicação que cada peça tem.

As imagens atrevi me a tirá-las do site onde podem ver estas e outras, todas mostrando fabulosas peças feitas em crochet e tricot, em linha fininha, numa paleta de cores linda, que eleva o conceito de amigurumi ao nível da arte.

Fiquei rendida e com vontade de fazer coisas muito pequeninas, mesmo pequeninas, com linha 40.

 

tesouros simples

Gosto de linha fina, de cores suaves. O resultado é um trabalho delicado e dedicado. Quem faz crochet com linhas finas sabe do que falo, sabe que é um trabalho mais próximo do coração que vai buscar toda a delicadeza que as nossas mãos sabem dar. Um verdadeiro tesouro feito por nós.

Tenho andado de volta dos meus botões como quem guarda um bem precioso. Olho, pego, limpo e fotografo. Faço composições juntando as rendas finas e os botões, tudo sobre o linho caseiro da minha mãe (se ela sabe!!) que não sendo ouro é tido e guardado como tal.

E o meu pai traz me flores do campo, jarros, rosas bravas, ramos de folhas bonitas e flores de sabugueiro, com cheiro intenso mas belas florinhas, brancas, pequeninas, simples.

Tesouros simples, vindos da alma.