Archive / Setembro, 2014

azulejos

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Respondendo ao apelo da Rosa, partilho aqui a sua foto com uma mensagem muito importante no sentido da preservação do património de todos nós: os azulejos. Estando Portugal em alta, no que toca ao turismo e finalmente descobrindo os seus valores culturais, fica vulnerável tudo aquilo que é vendável porque há sempre quem veja negócio em tudo mesmo com o que não lhes pertence.

Não comprem azulejos usados!! O mais provável é que tenham clandestinamente saído da parede de uma casa alheia.

Nasci, cresci numa casa com azulejos azuis e brancos típicos do século XIX, linda. E de lá, com autorização, trouxe quatro exemplares para que ficassem sempre comigo, junto das memórias da infância. A casa foi restaurada e dado ao mau estado dos azulejos, com cerca de 150 anos, tiveram de sair da fachada dando lugar a outros iguais. Contudo, a dona, minha amiga, teve a excelente ideia de utilizar os antigos para cobrir uma parede interior de sua casa e assim, também ela, guardar todas as memórias que aqueles belos desenhos rendilhados guardavam.

Aqui, Póvoa de Varzim, temos bons exemplares de azulejos, conseguimos num passeio encher o olho de padrões e cores e imaginar como seria bela a nossa cidade se não tivesse caído na especulação imobiliária de outras décadas… Num outro post prometo trazer fotos do que ainda de belo resta por aqui.

E ainda, para quem visita o Porto e é amante desta temática pode visitar o Banco de Materiais, casa que reúne exemplares de azulejos, estuques e ferros desta cidade, preservando assim a memória da bela arquitectura que identifica a cidade.

 

clara luz da Clarinha

 
 
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Mais um lindo raio de luz entrou na nossa casa. E mais uma vez o tempo pára por dias, por semanas… a princípio horas intermináveis depois horas aprendidas para cuidar, fazer crescer e amar de uma forma estranha e poderosa e que manda em nós. Meio metro de gente que tem todo este poder de fazer tudo e todos girar à sua volta.
Clarinha, pequenina. Um doce no feminino que faltava à melodia familiar e que entretanto foi descoberta pelo seu maninho na Laricatura feita aquando a sua concepção, “está aqui, AQUI!”. Está ali, junto dos irmãos e do gato Pcá em forma de coração, em jeito de amor.