Archive / Abril, 2015

o interesse

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Com a maternidade veio o pouco tempo e a pouca vontade de ler livros, livros que os lia amiúde. E já lá vão oito anos que fui mãe pela primeira vez. Desde então acho que se conta com os dedos de uma só mão os livros que li. Mas não foram só os filhos os culpados, quase pela mesma altura resolvi pegar nas agulhas de crochet e daí chegar até aqui, ao que conhecem.
Mas estes são tempos virados para o pensamento, ando assim numa fase em que me apetece voltar aos livros, vejo os à minha espera e apetecem me as maravilhas da literatura. E são os romances antigos, aqueles com uma linguagem irrepreensível os que me apetece. Aqueles que nos obrigam a idas constantes ao dicionário e de lá não sair com tantas palavras desusadas e desconhecidas. Que maneiras tão ricas e completas e descritivas de se falar! Que modos de vida tão distantes e estranhos! Os livros são bons para sair da mesmice do dia a dia, e tanto se aprende. Tanto nos enriquece. É como diz às páginas tantas um dos personagens ” o interesse é um grande mestre”. Seja, então, o meu maior mestre o interesse.

dia livre

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Ontem, foi dia livre. Ou melhor, ontem, tive umas horas livres, sem filhos, só eu e ele. E a tarde de sol maravilhosa a que tivemos direito levou nos até aos jardins de Serralves. Há tanto tempo… Pensei eu, “vou tirar umas fotos giras para o Instagram”, mas decidi que teria de aproveitar aquele momento que tem vindo a ser tão raro. Com que facilidade nos deixamos levar pelas imposições das redes sociais! E que maravilhoso é esquecermo-nos disso tudo e viver inteiramente cada momento. Ainda tirei umas fotos com a lente macro a pensar no concurso que está a decorrer lá mesmo, em Serralves, mas não, fiquei com esta duas que me encheram a alma pela sua beleza singela, pelas suas cores cheias de vida.
E de alma cheia acabei o dia que finalizou com aquilo que tanto gosto, canetas e cadernos. Se não fosse a noção do exagero enchia a casa de cadernos e caderninhos, canetas e canetinhas!! Que perdição.
Ah! O Feiticeiro de Oz também me enche a alma.