Archive / Outubro, 2015

crochet com segredo

crochet_riddle_mybelovedcraft_3crochet_riddle_mybelovedcraft crochet_riddle_mybelovedcraft_2 crochet_riddle_mybelovedcraft_4

Há pelo menos três pontos de crochet que tenho de os aprender. São os tais pontos com segredo difíceis de por em papel, mais fáceis de passar de boca em boca. Dois sabe-os a minha mãe, o terceiro sabe-o a minha cunhada (que a custo o arrancou de uma tia que não estava muito pelos os ajuste em o ensinar) e agora sei-o eu.

A primeira foto é de uma toalha lindíssima feita pela minha cunhada em tempos idos. “Feita em quanto tempo?”, perguntei-lhe eu, como se já não soubesse que esta coisas vão se fazendo, dura um, dois, três anos. O tempo necessário para que cada peça seja obra de grande, grandioso valor. Coisa que se passa de geração em geração, coisa para ser feita em família, coisa que não tem preço. Nenhum dinheiro pode pagar estes trabalhos!

E, em coisa de meia hora (considerei-me, orgulhosamente, uma boa entendedora e temo que não vá ser tão boa professora como aluna…), consegui perceber as voltas necessárias para se fazer o que parecem ser rosetas feitas individualmente mas que se fazem “de seguida”, começar e acabar sem cortes nem remates.

As pequenas experiências ainda não são exactamente igual ao ponto da toalha, faltam mais umas voltas, mas a essência está lá.

Meninas viciadas em crochet, ficaram entusiasmada? Conhecem algum ponto destes com segredo? Gostava de conhecer mais, conhecer e aprender! Eu sou fascinada por crochet complicado!

 

golas e diospiros

gola_mybelovedcraft

bolo_diospiro_mybelovedcraft

Já é sabido que a chuva no tempo certo é boa. E a um fim de semana até pode ser motor de produtividade. Foi o que acontece neste que passou.

De segunda a sexta é, na maioria do tempo, um para três e o tempo que sobra para fazer crochet não é muito. Há que ter a casa organizada e outras tarefas cumpridas, caso contrário há o caos. E no caos não há harmonia e na falta de harmonia não há felicidade.  A felicidade também é amiga das rotinas, até das enfadonhas.

Ao fim de semana já somos dois para três e com isso já posso escapar para o sofá e dar ao dedo até ficar tonta de tanto fixar uma agulha em movimentos curtos e repetitivos (juro que ao fim de uma hora paro por estar ourada, estarei a precisar de óculos?). A recompensa de me escapar do papel materno são onze novelos crochetados, traduzidos em três golas quentinhas, prontas a aquecer um pescocinho (pescoço, pescoço…. não é uma palavra muito bonita, pois não?) lindo e de bom gosto.

Ainda houve tempo para inventar um bolo para o lanchar: bolo de diospiro. Deram-mos e havia que fazer mais qualquer coisa com eles par além de os comer assim simples. Um bolo de diospiro, nozes e canela. Uma maravilha que quase não sobrava para o registo fotográfico.

Um fim de semana tranquilo, daqueles bons, serenos, que fazem bem, que têm o cheiro do outono.

 

 

P.S. : aqueles que me conhecem, devem perguntar: ” e então o teu pai? ele ajuda te muito”… E eu digo: o meu pai é uma extensão do meu papel de mãe. Sem ele não sei o que faria, melhor, seria tudo muito mais difícil. O meu pai ainda me educa todos os dias.