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slow crochet

Da linha grossa à linha fina vai a distância da perseverança. Com a primeira depressa chegamos ao destino, à peça concluída. Com a segunda tudo é devagar, mas tudo é mais gratificante porque nos superamos a cada volta que concluímos. Uma define o comum, a outra o trabalhoso, o dedicado e o delicado. Não se faz uma peça de crochet em linha 12 ou 20 num dia. O trabalho é mais atento, é preciso mais cuidado com a agulha, os olhos trabalham mais. Vemos o novelo com uma duração quase infinita e o crescimento quase nulo do crochet que vai saindo da agulha. Mas sabemos que a peça final será linda e de valor inestimável, por isso persistimos. Com esta linha mais fina, diz a tradição, faz-se (fazia-se?) peças essencialmente decorativas. Quem as faz é para si ou para oferecer, raramente para vender porque nunca será bem pago.
Numa altura em que o crochet que faço é, precisamente, para consumo interno, é a este crochet que me tenho dedicado, ao lento, ou, apropriando-me de termos modernos, ao slow crochet. Estou a fazer um xaile em linho para o próximo verão. Já o imagino, tão lindo que vai ficar! O esquema tirei-o deste livro , adaptando-o para o modelo triangular de um xaile. É simples, mas nesta primeira tentativa não quis abusar entrando num intrincado esquema que me vencesse. E simples é sempre uma boa solução.

queria saber japonês

No último post tinha falado da capacidade que os trabalhos feitos em linha fina tinham de estar mais próximos do coração, de tirar de nós mais empenho, concentração, dedicação, de ser um trabalho feito com alma. Depois disso não poderia deixar de partilhar um genial trabalho que encontrei, japonês, e só por isso (se calhar) de uma minúcia impressionante e estonteante. Este feito com linha finíssima.

JungJung, é o nome que consigo perceber, e é nestas alturas que apetecia saber japonês para poder perceber e conhecer melhor o trabalho, os autores, as motivações. Afinal, já lá tem uma biografia escrita em inglês, da última vez que o visitei não tinha. Ainda bem!!

Os japoneses habituam nos à simplicidade das imagens, deixam nos afinal o essencial. De lá, do Japão, vêm trabalhos fabulosos, com muito gosto, muita arte mas acima de tudo com esta simplicidade que faz evidenciar a arte e dedicação que cada peça tem.

As imagens atrevi me a tirá-las do site onde podem ver estas e outras, todas mostrando fabulosas peças feitas em crochet e tricot, em linha fininha, numa paleta de cores linda, que eleva o conceito de amigurumi ao nível da arte.

Fiquei rendida e com vontade de fazer coisas muito pequeninas, mesmo pequeninas, com linha 40.